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18 de dezembro de 2018

Celebrando as pequenas Vitórias!

“O fim das coisas é melhor do que o seu início,
e o paciente é melhor que o orgulhoso.”
[Eclesiastes 7:8].

Amados irmãos, Graça e Paz.
Sejam bem vindos a 2019! 2018 já era!

     Geralmente nos finais de ano ocorrem as mesmas rotinas: às vezes recebemos um pouco mais de recursos, fazemos algum tipo de limpeza ou faxina em nossa casa, ajeitando algum aspecto dela para a entrada do ano novo. Nos concentramos nos festejos natalinos, mais do que, propriamente, na essência da mensagem de Natal.

     Perceba que o Natal acontece em uma semana, e o “final de ano” acontece na outra. Entre um e outro nós começamos, de forma intuitiva, a fazermos uma análise de tudo aquilo que foi o ano corrente pra nós – paramos e refletimos sobre a vida. É inevitável. Por incrível que pareça, esse tipo de reflexão sempre fazemos. Alguns de forma mais sistemática e ordeira, outros de forma menos pretensiosa, menos formal; mas é certo, fazemos planos para o ano vindouro!

     É natural começarmos com planejamentos pessoais de melhoria, tipo: no próximo ano vou fazer dieta; vou estudar mais; vou fazer poupança; vou gastar menos; vou estudar um instrumento musical; vou fazer um curso; vou estudar para um concurso; vou fazer “isso, aquilo e aquilo outro”; projetos, projetos, projetos e mais projetos são mencionados, são pensados.

     Só que quando chega no final do ano, nos deparamos com uma triste realidade: alguns desses projetos que fizemos simplesmente não foram executados porque nós não nos comprometemos com eles o bastante para que pudessem ser colocados em prática. Logo, entendemos que muito do nosso insucesso foi causado por nós mesmos! Ficamos tristes.

     É verdade, também, que muitas vezes surgem na nossa vida circunstâncias e adversidades com as quais nós não contávamos e que retiraram o nosso foco, ou nos fez suspender temporariamente alguns projetos de vida.

     Mas o triste fato é que, realmente, uma parte significativa das coisas que nós planejamos, infelizmente, não teve obteve compromisso pessoal suficiente para que fossem executados. Começamos a adotar algumas posturas cínicas. A postura mais comum é a de colocar a culpa nos outros ou, até mesmo, nas próprias circunstâncias.Normalmente, muitos não conseguem entender que eles mesmos não foram atuantes o bastante, ou inspiradores o bastante, para modificarem a sua própria situação e justificam os seus insucessos culpando as outras pessoas ou assumindo uma postura derrotista, apontando a si mesmo, não como solução, mas, sempre, se posicionando como vítima de tudo e de todos.

     Nesses momentos vemos que são raros aqueles que olham para a trajetória de suas vidas de forma honesta e celebra o que lhes ocorreram de coração aberto, encarando a vida como ela realmente é, com uma postura mais positiva para novos começos. É necessário nesses momentos reconhecer os pequenos ganhos que houveram, mesmo se a maioria das perdas nos fazem ver a vida num sentido mais negativo, negligenciando o fato de que também houveram pequenos ganhos durante a trajetória – nem tudo foi ruim!

     Murmura-se com muita facilidade. São poucos aqueles que efetivamente agradecem o pouco de sucesso que tem chegado até eles. Precisamos combater este senso de ingratidão e a respectiva vitimização. É necessário ter uma postura mais lutadora, mais ativa, produtiva e proativa.

     Hoje mais do que nunca eu tenho a plena convicção que, mais difícil do que começar novos projetos de vida é mantê-los e, até mesmo, concluí-los! É mais fácil começar e desistir, do que efetivamente concluir ou até manter.

     Salomão no fim de sua vida percebe isso: “O fim das coisas é melhor do que o seu início, e o paciente é melhor que o orgulhoso.” [Eclesiastes 7:8].

     Vamos celebrar nossas vitórias, por menores que tenham sido! Que Deus nos ajude na paciência, reforce as nossas forças e nos dê ânimo para começar de novo, se for o caso.

Shalom, Pr. Haydene Cassé

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