1.Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele.

2. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.

3. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. João, Apóstolo (1 Jo 3.1-3)

Parece razoável percebermos que um dos maiores desafios do homem moderno é a falta de uma boa perspectiva futura. A base para este comportamento é seu desconhecimento de Deus. A falta de esperança realmente nos deixa aflitos… Como cristãos precisamos SEGUIR EM FRENTE NA VIDA CRISTÃ porque há uma ofensiva contra a fé que abraçamos. Há proposições filosóficas e políticas veiculadas por todas as mídias, as quais têm trazido desconforto e instabilidade à confiança de muitos cristãos quanto a sua fé. Isso não é um desafio somente deste tempo.

Foi por volta dos anos 90 A.D. que o Apóstolo João escreveu suas Epístolas à igreja de Cristo que estava sofrendo… Dos Doze, somente ele estava vivo…. Todos os outros apóstolos foram assassinados. A comunidade dos discípulos estava sob forte perseguição que ameaçava suas convicções e poderia roubar-lhes a confiança que tinham no Senhor. Estas Cartas, portanto, foram escritas para lhes trazer à memória as verdades do evangelho. O exato motivo pelo qual João as escreveu foi para trazer os crentes a esse ponto de certeza, c.f. 1 Jo 5.13: “Escrevi-lhes estas coisas, a vocês que crêem no nome do Filho de Deus, para que vocês saibam que têm a vida eterna.”

Nesta 1ª Carta João os instruiu sobre como poderiam MANTER SUA COMUNHÃO COM DEUS, baseada nas promessas feitas por Jesus. Hoje, nós também, como filhos de Deus, somos  animados pelas mesmas certezas…. Se somos filhos de Deus, novas criaturas seladas pelo Espírito Santo participaremos do projeto integral de Deus!!!! João insiste em desenvolver o conceito de amor, como o fizera anteriormente, aquele amor (por parte do cristão) que não apenas prova que conhecemos a Deus, mas foi a própria motivação para que Deus enviasse seu Filho para morrer pelos nossos pecados. O amor diferencia o crente das demais  pessoas. O tipo de amor a que João está se referindo não é um sentimento emotivo, mas sim um profundo compromisso e interesse que se manifesta na doação aos outros por amor, assim como Cristo, em amor, deu a sua vida pelos pecadores. O amor bíblico é desinteressado; é sacrifical e busca o melhor interesse dos outros. O amor é mais bem visto pelo que fazemos, e não pelo que dizemos. Quando nos amamos como Cristo nos amou, “comprovamos que somos filhos de Deus”, como disse Dennis Mock.

Também, o amor foi dado por Deus como incentivo à vida santa. João afirma que há duas razões segundo as quais a vida do cristão deve ser santa. A primeira está ligada à obra passada de Deus por nós (v.1), e a segunda, à obra futura do Senhor (vv. 2,3). Em termos futuros, também a vinda de Cristo está posta aqui como um incentivo à vida santa. A futura obra de Deus, transformando o crente pela glorificação na vinda de Cristo, também deve estimulá-lo a um justo viver. Como somo “filhos de Deus” (v. 1), seremos glorificados quando Cristo se manifestar visivelmente. Essa glorificação inclui uma nova ressurreição do corpo, ausência do pecado, justiça perfeita e pureza absoluta. ENTÃO, aquele que tem esta esperança se purifica continuamente em sua caminhada diária (v. 3).

Eu e você, devemos ansiar pela volta de Cristo. Paulo diz: “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20).

Maranata!!!!

Pr. Nino.