Cristo Vive; Há esperança! 2

Cristo Vive; Há esperança!

Amados irmãos, Graça e Paz.

Quando realizamos viagens com o nosso carro, é sempre conveniente fazer um “check-up” para saber se todas as peças estão boas, a calibragem dos pneus, o nível do óleo, da água. No entanto, na grande peregrinação da vida, na nossa viagem existencial na face da terra, às vezes andamos sem fazer alguns “check-ups” necessários. Hoje, eu gostaria de passar um tempo valioso analisando a questão da Esperança: como anda a Esperança em seu coração?

É muito perigoso não refletir a vida sob esse aspecto, porque sem Esperança a “máquina” pára; sem esperança, perde-se a motivação para perseguir objetivos; sem esperança, a viagem fica mais dura, pesada e triste. Paulo diz que “todos os dons passarão, mas três qualidades permanecem: a fé, a esperança e o amor, sendo o maior deles o amor “- 1 Co 13.8,13.

Sem amor, tudo o que fazemos não vale nada para nós (1 Co 13.1-3). Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6) ou ter uma vida espiritual (Rm 14.23; 2 Co 1.24). A fé é fundamental na cura (Mt 8.10-13; 9.2,22,29; 15.28) e foi a área para a qual Jesus mais chamou a atenção dos discípulos (Mt 6.30; 8.26; 14.31; 16.8; 17.20). É fácil concluir que o amor e a fé são fundamentais na vida cristã. Mas, e a ESPERANÇA? Onde entra?

Infelizmente, irmãos, poucas pessoas compreendem a importância da esperança. Ela é negligenciada, mal compreendida, mas tão fundamental para a saúde emocional e espiritual como as outras duas virtudes. Quando perdemos a esperança, entramos em depressão, paramos a caminhada. E se a falta de esperança permanecer por muito tempo, será difícil manter-se vivo.

Neste sentido, nos meses de Fevereiro e Março aqui na IEB, estaremos com uma série de mensagens cujo tema é: Cristo Vive; Há Esperança! A princípio, o texto bíblico que nos inspira e serve de mote está em Romanos 15.13: “Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo.”

É possível delimitar três coisas interessantíssimas desse pequeno texto:

1ª) Nosso Deus é o “Deus da Esperança” à Toda esperança deve estar fiada na garantia sustentada por quem prometeu alguma coisa e na legítima capacidade de cumprir o que foi prometido. A única esperança que não morre tem que ser garantida, no mínimo, por um ser eterno, que não morre jamais, imutável, o único e soberano Deus revelado na Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus. Ao fazer-se carne para habitar entre nós na Pessoa de Jesus Cristo, Deus suportou a morte, no corpo e na natureza humana, em nosso lugar, para perdoar todos os nossos pecados, e provou a sua autoridade sobre a vida eterna e a morte, no momento em que ressuscitou corporalmente a Seu Filho Jesus Cristo dentre os mortos, fato este testemunhado incontestavelmente por centenas de pessoas. Desta forma, o novo e vivo caminho da “esperança que não morre” está garantido pelo poder da ressurreição do Senhor Jesus Cristo, razão pelo qual as Escrituras declaram: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula (ou “sem mancha”), imarcescível (“que não murcha ou perde valor”) reservada nos céus para vós outros, que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para salvação preparada para revelar-se no último tempo (…) que por meio dele (Cristo) tendes fé em Deus, o qual o ressuscitou dentre os mortos lhe deu glória, de sorte que a vossa fé e esperança estejam em Deus” (1 Pedro 1:3-5 e 21)

Essa pastoral continua no próximo Domingo…
(Texto do Pr. Haydene Cassé)

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