Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia. (Hb 19.25)

Amados irmãos, Graça e Paz.

Uma verdade inusitada e forte, que nos confronta por sua sinceridade e realidade, conhecida por aqueles que se debruçam a estudar a História da Igreja: A Igreja Cristã sempre será perseguida!

Jesus deixara isso bem claro ao proclamar o Reino de Deus. Ele avisou aos discípulos que estes haveriam de ser perseguidos (Jo 16.1-4); o livro de Atos registra que a Igreja Primitiva sofreu perseguição. A história nos mostra que sempre existe algum tipo de perseguição. Quando ela não está diretamente sobre a igreja, ela está sutilmente colocada nos ataques aos seus fundamentos, ou até mesmo pseudoartisticamente engendrado no ataque aos seus símbolos, como recentemente vimos de uma escola de samba aqui no Brasil.

As nações ocidentais estão tentando lidar com a multirreligiosidade e o multiculturalismo. Como resultado, o conceito de “tolerância” tem sido valorizado, mas seu significado vem sendo sutilmente alterado. Tolerância, agora, exige negar que qualquer um tenha fé absoluta. Qualquer sinalização de convicção será fatalmente interpretado como Fundamentalismo.

Ligado a esse fator, o medo da expansão de seitas extremistas, especialmente na Europa continental, tem provocado uma reação contra todas as religiões minoritárias, que são vistas como seitas. De acordo com o site da missão Portas Abertas (www.portasabertas.org.br), que estuda as demandas da Igreja Perseguida no mundo, comissões parlamentares na Bélgica e na França rotularam as igrejas evangélicas de seitas em meados da década de 1990. É interessante notar que, enquanto a Corte Europeia de Direitos Humanos sustenta o direito do indivíduo de manter ou mudar de credo, o direito de “exercer proselitismo” é deixado aberto à interpretação dos diferentes países.

A Igreja do Senhor precisa estar atenta! O desafio para a igreja ocidental será não apenas continuar acordada para fortalecer a igreja ao redor do mundo (enquanto esta enfrenta novas ondas de perseguição), mas também ficar atenta ao que está acontecendo em seu “próprio quintal”. Isso será uma tarefa de valor inestimável. Os cristãos ocidentais não podem mais esperar desfrutar impunemente os privilégios da liberdade como no passado. Nos anos vindouros, a liberdade religiosa será, sem dúvida, um desafio!

Não obstante os ataques externos, vivemos enfraquecimentos internos, potencializados pelo péssimo testemunho de muitos cristãos e líderes, como também, por um falso conceito de Evangelho – Egoísta, Hedonista, Materialista e Interesseiro e Inerte. Muitos já não olham com bons olhos a Igreja. Muitos não querem mais “comprar a briga” de uma nova reforma, uma reforma na direção de uma ortopraxia coerente, íntegra. Eles simplesmente cruzam os braços e engordam as fileiras dos desigrejados. O pior é que muitos destes, traumatizados com suas frustrações e decepções não resolvidas, não conseguem perceber seus próprios erros, bem como a dimensão humana da igreja Abandonam Jesus Abandonam a igreja. Saem falando. Falam mal. Pecados racionalizados, justificados, transferidos, quase nunca assumidos!

Resultado: a Igreja enfraquece. Sobretudo aquela que ainda perseguida, insiste em pregar o Evangelho do Reino, da Graça Maravilhosa, que vê mais virtude em “dar do que receber”. Graças a Deus, Jesus, o fundamento da igreja, está vivo! Isso nos dá coragem, esperança e alegria em dizer, com todas as letras, que HÁ ESPERANÇA PARA A IGREJA !

O tema da esperança constitui algo essencial para a fé cristã, pois se trata de uma das três virtudes teologais, ao lado da fé e do amor (cf. 1Cor 13,13). O ser humano não adquire estas virtudes através do próprio esforço, mas como resposta a uma força externa (graça), capaz de despertar nele uma busca de sentido, uma razão para a sua própria existência.

Na medida em que ele se sente envolvido pela graça divina, descobre em si mesmo uma abertura ao transcendente pela Esperança assegurada por Jesus Ressurreto. Esta ação o direciona ao sentido último da vida e a certeza que lhe é trazida pela fé só pode ser sustentada pela esperança. Ela é a chave para o futuro.

Anime-se, Jesus Está Vivo! Ele é o cabeça da Igreja!

Shalom,

Pr. Haydene Cassé.