Jovens na idade, mas Gigantes na Fé!

Jovens na idade, mas Gigantes na Fé!

Convido a você a refletir sobre os depoimentos desses dois jovens:

Jovem 1: “Sou o único filho homem no meu lar. Meu pai é pastor em Connecticut, uma colônia americana. Me recordo da insistência do meu pai e da minha mãe para que eu e minhas irmãs compreendêssemos as verdades da Palavra de Deus. Tínhamos reuniões semanais, frequentemente mais de uma. Minha mãe disse que comecei a estudar grego e hebraico com 5 anos com auxílio do meu pai’’.

Continuei meus estudos em casa, até que, aos 13 anos entrei no Yale College, aos 17 anos recebi meu grau de bacharel em artes e aos 20 anos o grau de mestre e, aos 21 – após ser constantemente exposto às Escrituras em casa, na Igreja, no convívio com meus pais – eu finalmente compreendi o texto de I Timóteo 1.17 (“Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao Único Deus seja a honra e glória para todo sempre”). Passei a ter uma nova compreensão a respeito de Cristo, da obra da redenção e do glorioso caminho da salvação através dele. Eu tinha um doce senso interior dessas coisas que ardia como chama em meu ser; um ardor na alma, que eu não sei expressar. Resolvi orar e lutar de joelhos, renovando minha dedicação a Deus e meu compromisso de que, a partir daqui, até que eu morra, nunca mais agirei como se me pertencesse a mim mesmo de algum modo, mas inteiramente e completamente pertencente a Deus, como se cada momento da minha vida fosse um normal culto a Deus. Aos 24 anos dei início ao meu chamado pastoral e Deus fez coisas maravilhosas na minha vida”.

Jovem 2: “Nasci em Yorkshire, Inglaterra. Minha família era metodista e recebemos uma forte influência espiritual de meus avós. Meu pai é um farmacêutico e, desde que me lembro, ele sempre teve um interesse especial pela China, até então um país de enorme população na Ásia, porém de pouquíssima presença evangélica. Sempre que meu pai tinha oportunidade, ele reunia um grupo em casa para discutir como poderia ajudar aquela nação. O esforço dele me levou, aos 5 anos de idade, a dizer: “Pai, quando eu crescer, serei um missionário na China”. Passei uma adolescência alheio àquele dia ser um missionário, mas, sempre que tenho a oportunidade, agradeço a minha mãe e minha irmã, que sempre intercediam por mim. Aos 17 anos, ao ler um folheto escrito pelo meu pai acerca da obra de Cristo, a graça de Deus me alcançou completamente. Neste momento, senti novamente o chamado, mas agora de uma maneira mais arrebatadora do que antes; a paixão por aquele povo tomou conta do meu coração. Não perdi tempo e, com o apoio incondicional dos meus pais e da minha igreja, iniciei meus estudos em mandarim (a principal língua da China), em teologia e em medicina, para atuar como médico naquele país. Aos 21 anos, embarquei em um navio associado à Sociedade de Evangelização Chinesa rumo à nação na qual serviria a Deus, aos vastos campos brancos que o Senhor me confiara. E que colheita maravilhosa!”.

O que há de comum na vida desses dois jovens? O fato que, desde cedo, eles aprenderam sobre o Evangelho de Cristo – quer com os pais, em disposição amorosa em ensinar-lhes o amor às Escrituras Sagradas, a prática da oração e sendo-lhes exemplos de vida – quer implicitamente na comunhão da Igreja, no partir do pão e nas orações em comunidade. Note que, para Deus, não há “idade mínima” para servi-Lo. Ele chama crianças, jovens e adultos para fazerem parte do seu perfeito plano redentor que tem como centro o Seu próprio Filho Jesus Cristo!

Quem foram esses jovens? Bem, o primeiro foi Jonathan Edwards, teólogo, escritor, pastor, avivalista e missionário americano do século 18, que proferiu um dos sermões mais famosos da história: “Pecadores nas mãos de um Deus irado”. O segundo jovem foi Hudson Taylor, missionário e evangelista inglês no século 19 que atuou no interior da China por longos anos e realizou um trabalho pioneiro de evangelização, onde chegou a coordenar quase mil missionários, na Missão do Interior da China (Atual OMF Internacional).

Roberto Aprígio