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Pastoral: UM MISTÉRIO CHAMADO “MÃE”

Pastoral: UM MISTÉRIO CHAMADO “MÃE”

Durante seus primeiros anos de vida, a maioria dos seres humanos não sabe o nome de suas mães. Pergunte a um pequenino qual é o nome daquela mulher que ele ama tanto e prepare-se para ouvir apenas “mãe”. Insista na pergunta e, quase certo, vai ter como resposta uma carinha confusa como que respondendo “oxente... já disse! É ´mãe´”.


Capaz de tornar possível a reprodução e a manutenção da vida por qualquer outro meio que desejasse criar, Deus escolheu estabelecer na Terra um mistério que atende pelo nome de “mãe”, uma criatura que gera gente em seu próprio ventre, sendo ela mesma a única fonte de energia e nutrição para a formação de filhotes humanos. Nascidos, os pequeninos filhos e filhas de Eva continuam a ter em suas mães a principal fonte de provisão de alimento, proteção, afeto e aprendizado em uma relação inexprimível em palavras, quase sobrenatural – não à toa, nas santas Escrituras, o amor de uma mãe por seu filho está abaixo apenas do amor de Deus por Seu povo.


Mesmo sendo imprescindível à formação de um ser humano, mãe parece ter a admirável habilidade de, natural e voluntariamente, se ocultar sob um manto de discrição – quase anonimato por vezes – que aparentemente a torna a “coadjuvante” sem a qual a história de absolutamente ninguém poderia ser escrita. Homens e mulheres chamados “grandes” na história têm seus feitos contados e cantados ao longo de séculos, milênios. Olhe mais de perto e, talvez, descobrirá uma “anônima” sem a qual nenhum deles sequer teria um nome.


Desde que o mundo é mundo, cada um de nós, tudo o que escrevemos, descobrimos, inventamos e desenvolvemos acaba dependendo, em sua gênese, de criaturas consideradas “frágeis” pelos néscios, mas que são, de fato, guerreiras cuja bravura e destemor jamais encontrarão rivais à altura. Gente que, no ventre e no seio, na mente e no coração, no corpo e na alma espantosa e misteriosamente carrega a vida da raça humana. Um mistério chamado “mãe”.


Pr Máisel Rocha