O DIA EM QUE A MORTE MORREU 2

O DIA EM QUE A MORTE MORREU

Deus criou o homem para viver. Era ele sua obra prima, sua imagem e semelhança, seu amigo. Mas o homem pecou e se afastou de Deus. Morreu. Sim, porque o salário do pecado é a morte. Adão não morreu na hora em que pecou, mas nele foi gerado o germe da morte, e a partir dele, toda a futura descendência seria contaminada. Em Romanos 5:12 lemos: Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.

É preciso entender o significado da morte na Bíblia. É separação. Adão morreu na hora no sentido em que foi separado de Deus. Há na Bíblia três sentidos para a morte:

1) A morte espiritual, que é a separação entre o homem e Deus. Esta é a morte na qual todo ser humano passa a estar a partir do momento em que começa a pecar ou tomar decisões erradas conscientemente. “Porque todos pecaram e estão destituídos (separados) da glória de Deus” (Romanos 3:23).

2) A morte física, que ocorre quando o espírito se separa do corpo. “E o pó volte a terra, de onde veio, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Eclesiastes 12:7).

3) E a morte eterna, que atinge aqueles que morrem fisicamente na condição de mortos espirituais, isto é, sem a salvação, sem ter recebido a nova vida em Cristo Jesus. “E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder” (II Tessalonicenses. 1:8 e 9).

Nós sabemos que a morte, nos seus três sentidos acima referidos, é consequência do pecado. A Bíblia diz que Jesus veio ao mundo para nos salvar dos nossos pecados, veio buscar e salvar o que se havia perdido. O problema é que havia uma condenação pesando sobre os pecadores: “A alma que pecar, esta morrerá”. Nenhum ser humano tinha condições de, por seus méritos, pagar por seus próprios pecados.

Quando Deus deu a Lei a Moisés, estabeleceu uma sistema de sacrifícios que seriam oferecidas pelo pecador de acordo com o seu pecado e a sua condição financeira. E uma vez por ano havia a expiação pelos pecados do povo (Levítico 16:5-10).Este sistema era provisório e figurava o sacrifício de Cristo.

Jesus Cristo nasceu sem o germe do pecado, pois foi concebido por obra e graça do Espírito Santo. Viveu neste mundo sem pecar. João Batista disse: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. E foi como cordeiro de Deus que ele se ofereceu, de uma vez para sempre, para perdoar os nossos pecados, através do seu sangue derramado na cruz do calvário.

Nenhum sacrifício humano seria suficiente para cumprir a justiça de Deus. A morte de Jesus Cristo em nosso lugar satisfez a justiça de Deus, mas ainda não seria o suficiente para consumar a obra redentora de Deus. A morte, lembremo-nos, foi introduzida no mundo por causa do pecado. Para que a vitória de Cristo fosse completa ele precisava vencer a morte. E foi isto que aconteceu no terceiro dia. JESUS CRISTO RESSUCITOU. E no magistral capítulo 15 de I aos Coríntios Paulo descreve esta vitória: “A morte foi destruída pela vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso SENHOR Jesus Cristo” (15:54b-56).

No dia em que Jesus Cristo ressuscitou, ele matou a morte espiritual e a morte eterna nas nossas vidas. Aleluia. Cantemos e regozijemos, Nosso Senhor está VIVO.

No amor de Cristo,

Pr. Tomaz Munguba

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