Muitas cores, uma África

Muitas cores, uma África

Muitas cores, uma África

Logo ali, depois daquele Cabo Branco, do outro lado daquele mar azul, tem uma terra linda e “sufrida”, colorida do norte até o sul. É um continente que chamam de “negro” por causa da linda pele escura da gente que é de lá e que pra ninguém fica devendo em formosura.

Tem quem chame ela de “Mãe”, de “Mama” e de mais um mói de nome carinhoso e diferente, já que seus “filhos” – que, aliás, também podem ser brancos de olho azul ou “cor-de-tudo” feito a gente – quase nunca se esquecem da terra além do mar, pra qual, um dia, muitos não veem a hora de voltar.

Naquela terra por trás do mar, história é o que não falta pra contar. Tem a do menino de roupa colorida, traído por quem lhe devia guarida, que foi de escravo a vice-rei, e que Deus, como eu li na Santa Lei, usou pra transformar 20 siclos de metal prateado em trigo abundante e dourado pra salvar da fome e da morte um bando de cába… amedrontado.

Foi de lá que Jeová, depois de 400 anos esperar, tirou Seu povo escolhido – como prometera a Seu amigo querido – para ao mundo trazer o Messias prometido. Foi ali que Ele escondeu o Menino – Seu Filho santo que Ele matou para nos salvar – quando Herodes, em seu desatino, resolveu os inocentes pequeninos cruelmente aniquilar.

Foi de lá que veio o meu (e, quem sabe, também o seu) tataravô, aprisionado em um navio, arrastado e arredio, negro escravo injustiçado, por um branco sequestrado, cuja vida triste e curta foi de puro sofrimento e dor.

Aquela terra tem verde, amarelo, azul e branco como a nossa, tem cidade grande, sítio e roça, e produz gente da cor de Mandela, Luther King e do rei que em 70, fez o mundo conhecer que, “com brasileiro, não há quem possa”.

Mas nessa terra, da Tunísia à Namíbia, da Etiópia ao Senegal, ainda há gente que nem sequer uma vez na vida ouviu a Boa Nova celestial. Mas, como pode ser assim, se o precioso sangue que fez do Calvário um altar vermelho-carmesim foi vertido no madeiro por eles tanto quanto por você e por mim? Será que achamos certo que gente de tão longe que está tão perto, na Mauritânia ou em Camarões, viva e morra sem conhecer o Desejado das Nações?

Que Deus encontre na gente um povo santo e obediente, destemido e apaixonado, submisso e muito crente, que com Ele decida dividir o fardo bom e leve de o Evangelho repartir. Só assim, gente de tudo que é cor, daquela terra boa e sofrida vai poder conhecer, por meio da sua e da minha vida, o nosso querido Salvador.

Então, espere não, vamo simbóra! É hoje o tempo de contar a história. É logo ali, depois daquele Cabo Branco, do outro lado daquele mar azul, na terra linda e “sufrida”, colorida do norte até o sul…

Pr. Máisel Rocha